O sucesso de uma loja depende de fatores como o bem-estar do cliente ao visitá-la. O Visual Merchandising é uma das principais estratégias usadas para alcançar esse objetivo. Nestes artigo vamos entender porque e por onde começar.

Impacto do Visual Merchandising à primeira vista
Imaginemos que estamos passeando por um Shopping Center a procura de um produto que possivelmente pode ser encontrado em duas lojas. A 1° tem um preço médio maior, mas também uma vitrine atraente, é bem iluminada, organizada. Tem sinalização e composições lindas com os produtos vendidos.
Já a segunda tem preços mais baixos, porém já de cara nos deparamos com uma vitrine repleta de placas de promoção. Inúmeros produtos expostos, iluminação ruim e no interior ela é desorganizada, o que nos faz termos dificuldade de encontrar o que precisamos.
Vamos analisar: em qual dessas duas teremos vontade de passar mais tempo e nos sentiremos confiante para fechar a compra? Acreditamos que seja na primeira, mesmo ela tendo um preço médio maior.
E isso tem uma explicação! A primeira loja certamente investe em estratégias de Visual Merchandising e isso traz bem-estar para o cliente no ponto de vendas (PDVs), além de tornar a experiência agradável e otimizada. Outros benefícios são a valorização dos produtos e da marca. Quais são essas técnicas e como devemos aplica-las?
O que é Visual Merchandising
É um conjunto de estratégias que tem como objetivo principal atrair a atenção dos clientes através do apelo visual. Entre muitas coisas, o VM ajuda a criar e fortalecer a identidade da marca, a despertar sensações, valorizar os produtos e otimizar a experiência do cliente como um todo.
Essas estratégias iniciam-se na vitrine da loja e devem avançar até o interior. A criação da vitrine, disposição dos produtos, cheiros, sons, iluminação, caminhos que o cliente percorre, entre outras coisas, são definidos por meio de técnicas de VM, aliados à outras estratégias de marketing sensorial.
Para podermos pôr em prática, remos apresentar quais os 3 principais pontos de atenção para obtermos uma estratégia de VM bem-sucedida.
3 principais pontos de atenção do Visual Merchandising
Vitrine

Nesse caso a expressão “a primeira impressão é a que fica” nunca foi tão verdadeira. Há tempos a vitrine deixou de ser um mero espaço para expor produtos e se tornou um ponto dedicado também à experiência do cliente.
Isso explica por que grandes marcas levam a sério o vitrinismo e criam vitrines que parecem verdadeiros cenários e representam ali o tema da coleção, celebram as estações do ano, refletem acontecimentos das mídias sociais e mais. Outra tendência é a de criar vitrines instagrameáveis, que são aqueles que rendem boas fotos para as redes sociais e consequentemente elevam o alcance da marca.
Lojas de artigos de casas e decoração têm uma vantagem nesse quesito, já que os próprios produtos podem ser usados para criar essas composições encantadoras.
DICA: pensemos em uma decoração para um espaço específico. Ao invés de agrupar vários produtos, criemos por exemplo uma decoração para salas de estar, quartos, cantinhos do café, mesas postas para datas comemorativas etc.
Ao ambientar os produtos como se pertencessem a um espaço, o cliente acaba por criar desejo por outros itens também.
Rota do cliente e disposição dos produtos

Antes de expor os itens pelo interior da loja, devemos identificar duas coisas: quais são as áreas quentes e áreas frias. E o que isso significa? Bem, áreas quentes são aquelas de maior circulação. Um exemplo é a entrada da loja por onde todos os clientes precisam passar obrigatoriamente. As áreas frias são aquelas de menor circulação, como o fundo da loja que precisa ter algo muito interessante para que o cliente chegue até ela.
Identificando-as, fica mais fácil traçar uma rota que leve o cliente a explorar todo o espaço e conhecer ainda mais produtos. Algumas regras clássicas ainda funcionam, como colocar os destaques da vitrine próximos à entrada e promoções ao fundo. Esse pode ser nosso ponto de partida, mas não esqueçamos de estudar o espaço e assim criarmos uma experiência personalizada.
Vivência Sensorial

A vivência sensorial está ligada a tudo que ativa os sentidos, sendo eles: visão, olfato, paladar, audição e tato. Para que o cliente tenha uma experiência agradável por completo é preciso levar esses quesitos em consideração também.
Como está a iluminação da sua loja? Tem sinalização adequada? Tem uma playlist de acordo com o público? A música está em uma altura agradável? Tem aroma próprio? Tem café, água ou petiscos à disposição?
Tomando essas atitudes simples, estaremos tornando a percepção da marca muito mais positiva, além de elevar a satisfação dos clientes e isso se refletirá diretamente nos lucros.