Marketing Sensorial (Branding Sense) ou Marketing de Experiência

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Marketing Sensorial nada mais é que uma estratégia que tem como objetivo estimular os cinco sentidos do corpo humano, que são: tato, olfato, paladar, visão e audição. Assim ele se baseia no estímulo dos diferentes sentidos para conquistar a atenção e o interesse dos clientes. Por meio dessa estratégia, cria-se a atmosfera perfeita de vendas para desenvolver uma espécie de funil trabalhado na subjetividade e personalização.

E como os estímulos destes sentidos atuam na prática?

Tato

   

A princípio o tato pode parecer um pouco mais difícil de ser explorado, mas é um outro bom exemplo de estratégia muitas vezes desenvolvida sem saber da existência do marketing sensorial. Vejamos, é muito difícil um consumidor ao entrar numa loja não coloque as mãos nos produtos. Eles não compram só com os olhos, mas utilizam as mãos para sentir a textura dos produtos, a qualidade, a resistência etc. A forma que a pessoa sente o produto certamente ajuda na hora de decidir a compra, então estimular que isso aconteça na loja também é interessante.

Exemplo: quando pensamos nos móveis de um ponto de venda, seja qual for este móvel, é preciso analisar aspectos ergonômicos, de conforto e aconchego. Agora, imagine a sala de espera de um consultório odontológico repleta de cadeiras desconfortáveis? Ou ainda, um provador de uma loja pequeno, quase que claustrofóbico e sem espaço para que a pessoa se movimente e tenha uma boa experiência de compra? Sim, estes também são exemplos onde o tato pode auxiliar ou atrapalhar na experiência do cliente.

Além dos móveis, ter contato real com o produto faz toda a diferença. Sentir o tecido de uma roupa, experimentar a maquiagem na própria pele, entrar em um veículo e tocar no volante, a temperatura confortável em um ambiente são exemplos de ações que são desenvolvidas justamente para aguçar o estímulo do tato e dar um gostinho daquele produto para o cliente.

Olfato

O olfato é um dos sentidos mais poderosos na hora de construir uma personalidade ou identidade sensorial de uma marca. Afinal, os cheiros remetem a lembranças e, quando bem trabalhados, são associados de forma praticamente instantânea por parte do cliente. Desta forma as empresas podem utilizar o aroma para serem associadas com memórias e emoções.

No caso de empresas que trabalham com a oferta de alimentos, uma boa ideia é fazer com que o seu ambiente entre em harmonia com os produtos ofertados: seja uma padaria que desperte a vontade de comer um pão quentinho no meio da tarde ou uma loja de sorvetes com fragrâncias incríveis dos sabores mais vendidos, por exemplo.

Mas, e quando o negócio não trabalha com alimentos? Bem a estratégia pode até parecer mais difícil, pois afinal, como definir o “cheiro” de uma marca? É necessário um estudo do público alvo e buscar identificar um perfil olfativo. Se, por exemplo, uma empresa tem estratégias de branding já bem definidas, ela já sabe muito sobre quem é a marca, como ela se porta e qual a imagem que quer passar para o mercado.

A partir desse ponto podemos selecionar aqueles aromas que, quando unidos com o nome e ponto de venda da marca, se tornarão inesquecíveis. Lojas de utensílios para surfistas, por exemplo, podem aproveitar da clima praiana e aplicar fragrâncias que façam referência ao mar, sol e brisa. Temos, inclusive, uma curiosidade de aplicação desse branding, e por mais estranho que pareça funciona muito bem. Os cassinos americanos, aplicam uma fragrância especial com o cheiro de dinheiro em seu ambiente de jogos. Muito estudos já relacionaram esta atitude com o aumento de consumo de apostas nestes lugares.

Outro exemplo que podemos dar é o da loja Melissa onde ao sentir o cheiro já podemos perceber que estamos próximos da loja, o aroma tem o poder de nos fazer lembrar do produto. É já percebeu como está loja vive sempre cheia? Uma dica, não é só porque ela vende produtos de qualidade e muito queridos pelo público –alvo.

Mas fica um alerta: um perfume pode desencadear uma emoção agradável ou desagradável, então devemos tomar cuidado com exageros.

Paladar

O marketing sensorial pode ser explorado até mesmo por empresas que não conhecem muito bem esta estratégia, e o paladar é exemplo disso. Vamos pensar nos seguintes exemplos, uma clínica de estética ou médica ou salões de beleza: muitos deles dispõem de água, café e algum lanchinho para o cliente. Dessa forma, a sensação de espera — que é um dos piores fatores em se estar nesses lugares — é mascarada e transformada em algo mais agradável.

Aqui é interessante usar a criatividade e criar ideias para a realidade do negócio em questão, seja ele qual for. Quer mais um exemplo? Muitas lojas de luxo ou de produtos de alto valor oferecem champanhe, caviar ou outros produtos considerados caros e chiques para seus clientes, como sinal de status e referência ao poder que eles possuem. Algumas outras lojas oferecem uma happy hour em determinados dias, onde os cliente pode degustar de petiscos e conhecer os produtos/serviços.

Não podemos esquecer do case recente das barbearias que aliar a onda das cervejas gourmet com a sua prestação de serviço, tornando o ambiente um misto de bar, espaço de encontros e claro, barbearia.

Lógico, tudo ficam ais fácil se a empresa é do segmento alimentício. Neste caso, ela tem um ótima oportunidade de oferecer degustações do seus produtos para os consumidores experimentarem.

Visão

A visão é o sentido mais poderoso quando trabalhamos com o reconhecimento da marca. Assim, quando lembramos dos conceitos de identidade visual, estamos justamente afirmando a necessidade de criar uma unidade para a marca, e desta forma, sempre que o cliente ver cores, fontes ou formas, se lembrará de uma marca/empresa especifica.

Para este branding temos os exemplos clássicos do McDonalds e da Coca-Cola: a combinação de cores vermelho + amarelo e vermelho + branco foram tão bem utilizadas pelas duas marcas, que são sempre muito associadas com elas de forma avulsa e aleatória, sem necessidade de qualquer apresentação do negócio. Ou ainda, a certeza de que quando vemos um imenso “M” estilizado em arco ou uma silhueta esquia de uma garrafa que se trata destas empresas respectivamente.

Pensando no ponto de venda, é muito importante trabalhar com uma unidade. A vitrine, a decoração e a disposição do mobiliário e equipamentos faz com que diversas sensações de estímulo de compra sejam despertadas.

Vejamos as estratégias de redes de supermercados, por exemplo, que falam muito sobre este poder da visão: todas as gôndolas são posicionadas de forma bem pensada para que as chances de se fechar negócio sejam maiores.

É crucial ser criativo, manter a loja sempre bem organizada aos olhos do público-alvo, decorada, com um boa iluminação e com as cores certas para fortalecer o posicionamento e a identificação da marca.

Audição

A audição, juntamente com o olfato, é uma ótima ferramenta de associação subjetiva. Vamos lembrar, aqui, das tradicionais músicas de elevador. Elas funcionam para transformar a experiência as vezes claustrofóbica em algo mais agradável — afinal, a ideia de permanecer alguns segundos dentro de um “caixa” pode parecer um pouco desconfortável.

O mesmo acontece nas citadas salas de espera: nada mais chato (e constrangedor, algumas vezes) do que aguardar por um serviço em um local completamente silencioso, ou muito ruidoso.

Uma boa estratégia de estímulo da audição é criar playlists pensando no público: se o target são consumidores jovens, o interessante é caprichar nos hits do momento e bandas apreciadas no momento. Agora, se estamos falando de executivos importantes, ao contrário da playlist que citamos anteriormente, é necessário ter mais restrição em relação ao que será tocado, afinal uma escolha errada pode deixar o ambiente completamente desconfortável.

Além da escolha do que será tocado e ouvido, é importante decidir como. Aspectos como volume e disposição das caixas de som devem ser estudados e podem ser aplicados de forma específica de ambiente para ambiente.

A música tem grande impacto na psique humana, e consequentemente no comportamento do consumidor Segundo uma pesquisa realizada pela Heartbeats Internacional 35% dos ficam mais tempo numa loja quando gostam da música ali tocada, e 31% voltam a comprar nesta loja. Isso tudo acontece por que a música mexe com o emocional do consumidor, podendo despertar diferentes sensações e alterações de humor. Se a música for escolhida da maneira certa pode estimular a compra por impulso e aumentar o ticket médio.

Quais são os principais benefícios com o Marketing Sensorial?

O marketing sensorial cria uma ligação emocional mais intensa com os clientes, trazendo uma identificação e sempre se lembrarão da marca com mais facilidade. Além disso, ele desperta interesse e curiosidade em potenciais clientes que estejam passando pelo local, convidando-os a entrar e olhar mais de perto as opções, a experimentar novas sensações e experiências, fortalecendo a marca e o relacionamento com os clientes já atraídos e propiciando uma relação de consumo muito mais prolongada.

E como a música pode ser usada no marketing sensorial?

As músicas nos estabelecimentos talvez seja a modalidade mais conhecida de marketing sensorial depois do visual, pois muitas empresas já identificaram que isso ajuda a criar um ambiente agradável, que gera sensação de bem-estar e conforto.

Porém, é preciso entender e saber como usá-la para conseguir usufruir de seus benefícios. Os sons afetam uma área do nosso cérebro com potencial para criar lembranças e fazer assimilações, o que possibilita utilizar a música para criar uma identidade sonora para a marca e reforçá-la. Assim, quando um cliente entra numa determinada loja e escuta a música ambiente, mesmo que ele não se dê conta, aquele tipo de música e ritmo vai ficar gravado em sua mente como parte da experiência de ter visitado está loja. Se a seleção das músicas for bem feita, ela vai causar uma sensação de conforto e, mesmo que o cliente não compre naquele dia, ele irá associar a marca a sentimentos familiares e agradáveis. Assim, provavelmente voltará a frequentar o mesmo ambiente.

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