A história dos Jogos Olímpicos – 2ª Parte

Principais tópicos da matéria

A cada quatro anos, vários países reúnem-se para celebrar uma grande festa do esporte mundial: a Olimpíada de Verão. Com origem e tradição grega, o evento tomou proporções mundiais no fim do século XIX por iniciativa do Barão de Coubertin, aristocrata francês. Esta é a 2ª parte deste super artigo sobre a história dos Jonike air max 97 adidas yeezy slide onyx nike air maxes 95 best nfl jersey nike air max 95 black super bowl 57 nike air max sc super bowl 57 nfl jersey shop nfl football nike air max for sale best sex toy nike air jordan mens shopnfl cowboys jersey gos Olímpicos. Caso ainda não tenha lido a 1ª parte você pode conferi-la aqui.

Símbolos olímpicos

Com a reestruturação do evento na era moderna e a criação do Comitê Olímpico Internacional (COI), foram criados também alguns símbolos para representar os jogos.

Esses símbolos representam os ideais propostos pelos jogos olímpicos. Além da unidade entre os países que participam da competição, eles também remetem à universalidade do esporte e à paz.

Anéis Olímpicos

A principal representação dos Jogos Olímpicos é a bandeira estampada com os anéis olímpicos, que também são a marca do COI. Os cinco aros interligados que compõem o estandarte possuem cores diferentes, cada uma representando um continente: azul, a Europa; amarelo, a Ásia; preto, a África; verde, a Oceania; e vermelho, as Américas.

Os anéis entrelaçam-se para dar voz a valores como o universalismo e o humanismo. Os aros que compõem a bandeira são de cores diferentes para representar o respeito às diversidades de todas as nações e contrastam com o fundo branco, que representa a paz entre os continentes. Quando foi criado, esse símbolo tinha o objetivo de se opor ao nacionalismo exagerado que levava à tensão entre países no início do século XX.

O uso dos Anéis Olímpicos como um dos símbolos principais dos jogos começou em 1913, após a Olimpíada de Estocolmo, em 1912, primeira edição a receber participantes de todos os continentes. A imagem dos aros entrelaçados vista pela primeira vez foi desenhada à mão pelo Barão de Coubertin e estava no topo de uma carta escrita por ele.

Como uma expressão simbólica, ao final de cada edição dos Jogos, a Bandeira Olímpica é passada para a próxima cidade-sede.

Tocha

A tocha é o mais antigo símbolo das olimpíadas e faz a ligação entre os jogos realizados na Grécia Antiga e os disputados na Era Moderna. O fogo sagrado, tido como elemento purificador, era usado pelos gregos em frente aos seus principais templos, com o Santuário de Olímpia, que recebia as competições esportivas.

Como funciona a tocha olímpica

A Tocha Olímpica, sendo um dos principais símbolos dos jogos olímpicos, é desenvolvida a cada edição do evento com base nas características do país onde os jogos devem acontecer. Além disso, a tocha é carregada de significados que remetem à Grécia Antiga, onde as Olimpíadas tiveram sua origem.

O fogo, que é ateado na pira olímpica no palco de abertura dos jogos, é aceso 100 dias antes do começo da competição, em Olímpia, na Grécia, a partir da luz solar. Antes de embarcar para a cidade-sede, a tocha acesa passa por algumas cidades gregas e outras localidades no país que receberá os jogos.

O revezamento da tocha, que antecede a abertura dos Jogos Olímpicos, é a representação de uma lenda grega. Nessa lenda, Prometheus (um titã defensor da humanidade) teria roubado o fogo, que representa a divindade e a sabedoria dos deuses, de Zeus e entregado aos seres humanos.

Tocha da Rio 2016

Tocha da Tokyo 2020

Além de todo o simbolismo cultural e histórico que permeia o acendimento da pira olímpica, existem algumas curiosidades sobre a tocha que podem ser explicadas pela ciência.

O acendimento

Na cerimônia para acender o fogo olímpico, protagonizada por onze mulheres caracterizadas como sacerdotisas, uma pequena quantidade de grama seca é colocada em um instrumento chamado skaphia (uma espécie de espelho côncavo que agrega os raios do sol em um só ponto). De acordo com o Professor Diogo Lopes, o formato da skaphia, associado ao fato de sua superfície ser feita de metal, faz com que a temperatura em seu interior aumente, provocando uma combustão.

Uma vez acesa, a chama da skaphia é passada para a tocha olímpica, que segue em revezamento até o local da abertura dos jogos. No entanto, não é somente a tocha que é acesa nessa cerimônia, o fogo também é transferido para uma espécie de lampião que tem combustível para durar 15 horas. São quatro os lampiões que viajam o mundo reacendendo a tocha.

Revezamento

Tradicionalmente os atletas e personalidades alternam-se para carregar a tocha até o acendimento da pira. Em geral, isso é feito por via terrestre, e o condutor faz o trajeto a pé, mas não é raro o fogo ser levado de carro, ônibus, bondinho e outros meios de transportes.

Em 1976, para a realização das Olimpíadas de Montreal, no Canadá, efeitos pirotécnicos foram usados para conduzir a chama. O fogo foi transformado em impulso elétrico e enviado de Atenas, via satélite, para ser reaceso no Canadá por meio de um feixe de laser.

Outra forma de transporte inusitada ocorreu nos jogos de 2000, realizados em Sidney, na Austrália. Durante o revezamento, mergulhadores carregaram a chama por debaixo d’água, no Mar de Coral, em Queensland. Para conseguir esse feito, o fogo foi preservado em uma lanterna contendo propileno, resistente à água.

O combustível

Como no botijão com gás de cozinha, o fogo da tocha olímpica é gerado pela combustão de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), composto basicamente por propano e butano. Segundo as explicações do professor Diogo, no interior da tocha, o GLP encontra-se em estado líquido, mas há um sistema de diminuição da pressão interior que, quando acionado, causa evaporação da substância, transformando-a em gás.

O GLP evaporado é que gera combustão, mantendo a chama acesa. O cartucho com o gás é inserido na parte inferior e tem combustível para queimar durante 20 minutos apenas. Por isso, são fabricadas diversas tochas e é realizado o revezamento. Só para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, foram fabricadas 12 mil tochas.

A tocha não apaga?

Não há chama se não houver combustível e comburente (gás oxigênio), por isso, como qualquer outro fogo, o da tocha também tem prazo de duração. Sendo assim, é preciso repor combustível para que a chama permaneça acesa, e é isso que acontece durante o revezamento: tochas cheias de gás substituem aquelas que já queimaram por algum tempo.

A necessidade de repor gás justifica ainda os quatro lampiões que acompanham a tocha. A alternância da chama com a reposição do combustível ao longo dos dias garante que o fogo que acenderá a pira olímpica seja o mesmo que foi aceso em Olímpia. Diferentemente da tocha, os cartuchos desses lampiões podem ser substituídos.

De acordo com o Professor João Roberto Mazzei, do QG do Enem, os mecanismos desenvolvidos para manter o fogo da tocha aceso são projetados para resistir a ventos de até 120 km/h e a um nível de pluviosidade moderado, ou seja, de chuva. Por isso, graças ao seu sistema de proteção, localizado acima do queimador, o fogo não se apaga com facilidade.

A fabricação da tocha

Durante muito tempo, o material para produzir a tocha era o aço, o que a tornava bastante pesada. Atualmente, a principal matéria-prima é o alumínio, que, segundo o Professor Mazzei, diminui bastante o peso da peça. Para impedir o aquecimento da estrutura, existe um isolamento térmico logo abaixo da chama piloto, evitando que o calor expanda-se.

Cada cidade-sede desenvolve o design da tocha com base em características regionais. Para 2016, a peça tem cinco segmentos que se expandem e trazem cores diferentes, simbolizando o céu, as montanhas, o mar e o chão.

Lema

Citius, Altius, Fortius é a expressão latina que define o espírito olímpico e significa: o mais Rápido, o mais Alto, o mais Forte. A essência da frase está na superação de limites, proposta aos atletas que competem nos jogos. A frase é atribuída ao Padre Henri Dion, que ensinava esportes nos arredores de Paris e era amigo do Barão de Coubertin.

Com esse lema, Coubertin desejava dar aos jogos a tarefa de exigir o melhor dos competidores, levando-os à excelência nas partidas. O lema foi instituído em 1894, por ocasião da criação do COI.

Medalhas

Os primeiros campeões olímpicos recebiam como prêmio uma coroa feita com folhas de louro e oliveira. Os vencedores também recebiam alimentação gratuita por toda a vida, garantia de seu lugar em teatros e o título de herói da sua cidade.

No ano de 392, após converter-se ao cristianismo, o Imperador Romano Teodósio I proibiu a realização dos jogos. Quando voltou a ser realizado no ano de 1896, os vencedores foram presenteados com uma medalha de ouro e um ramo de oliveira.

A partir de 1904 foi instituída a premiação para o segundo e terceiro colocados, que receberiam medalhas de prata e bronze, respectivamente. Essa modalidade de pontuação acabou espalhando-se por outras competições esportivas.

Atualmente, a cunhagem das medalhas é de responsabilidade do país anfitrião e precisa ter diâmetro mínimo de 6 cm por 3 mm de espessura e trazer na parte frontal a imagem da deusa Nike, símbolo da vitória nas olimpíadas. Contradizendo o nome da premiação, a medalha de ouro precisa ser feita com 92,5% de prata e 6 g de ouro.

Mascotes

Outro representante dos jogos olímpicos é o mascote, que muda a cada edição. O primeiro mascote oficial foi apresentado na Olimpíada de Munique, em 1972. O Waldi, como era chamado, foi inspirado na figura de um cachorro da raça dachshund, muito comum na região.

Desde então, os países que receberam os jogos criaram mascotes com base em suas características regionais. Já teve urso, águia e até montanhas personificadas, mas o que mais inspirou a criação de mascotes olímpicos até hoje foi a mistura de elementos. Nos jogos de Pequim, em 2008, por exemplo, foram cinco mascotes representando desejos. Em Londres e Atlanta, os personagens criados não tinham forma de animais, eram desenvolvidos em computador e misturavam diversos formatos.

Na Olimpíada do Rio de Janeiro, o mascote recebeu o nome de Vinícius, em homenagem a Vinícius de Morais, e é uma mistura de vários animais da nossa fauna.

A seguir o perfil completo de cada um dos mascote olímpicos que já surgiram.

Waldi – Muniche 1972

Primeiro mascote oficial da história dos Jogos Olímpicos, Waldi é a figura de um cachorro da raça dachshund (também chamada de teckel), bastante popular na região da Bavaria e famoso pela resistência, pela tenacidade e pela agilidade.

O trajeto da maratona nas Olimpíadas de 1972 foi idealizado de acordo com o formato de Waldi. Os atletas iniciaram a prova no ponto que era a cabeça do cachorro (à oeste), completando o percurso no sentido anti-horário.

Amik – Montreal 1976

O nome Amik significa castor, no dialeto dos Algonquinos, povo nativo que habita o noroeste da América do Norte. O mascote tem uma faixa vermelha em volta do corpo, contendo o logo de Montreal 1976, mas também possui uma versão nas cores do Comitê Organizador.

O castor é bastante ligado à história do Canadá. No século XVI, as trocas de pele do animal eram a maior atividade comercial da região. Atualmente, o castor figura na moeda de cinco centavos e em vários selos do país, além de estar presente no brasão de Montreal.

Misha – Moscou 1980

Mais famoso de todos os mascotes de Olimpíadas, o urso Misha entrou para a história quando emocionou o público ao “derramar” uma lágrima, num mosaico feito nas arquibancadas do Estádio Olímpico, durante a cerimônia de encerramento dos Jogos.

O nome completo de Misha é Mikhail Potapych Toptygin. Um grupo de artistas produziu 60 versões gráficas do mascote, e foi a representação feita pelo ilustrador Victor Chizhikov que foi escolhida.

Sam – Los Angeles 1984

Sam é uma águia, o símbolo dos Estados Unidos, e usa um chapéu que simula a bandeira americana. Foi criado por C. Robert Moore, artista do Walt Disney Productions, com feições alegres para não assustar crianças e para encarnar o otimismo do espírito olímpico.

Inicialmente, o mascote de Los Angeles 1984 seria um urso, que está no emblema da Califórnia. Mas a ideia foi deixada de lado já que o animal já tinha sido utilizado em Moscou 1980 (Misha).

Hodori – Seul 1988

O tigre aparece frequentemente na arte popular e lendas coreanas e também está comumente associado ao humor, à bravura e à nobreza. Hodori significa tigrinho, em coreano. E o mascote usa na cabeça um sangmo, um tradicional chapéu coreano.

O Comitê Organizador realizou um concurso para a escolha do mascote e recebeu 4.344 participações. Os quatro finalistas foram: um coelho, um esquilo, uma dupla de patos-mandarim e um tigre, vencedor da disputa.

Cobi – Barcelona 1992

Desenhado no estilo cubista, Cobi é uma versão humanizada do cão da montanha dos Pirineus e foi um dos mais populares mascotes da história das Olimpíadas. Diversas ações foram feitas para promovê-lo, como participação em propagandas, uma série de TV para crianças e até uma variedade de souvenirs apelidados de Cobiana.

Cobi é uma alusão a COOB’92, sigla do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992. O nome foi escolhido por ser simples e fácil de se pronunciar na maioria das línguas.

Izzy – Atlanta 1996

Izzy é o primeiro a quebrar uma sequência de mascotes que remetiam a animais típicos da sede das Olimpíadas ou figuras humanas. Bastante criticado pela fisionomia esquisita, Izzy é uma figura gerada por computador que pode adquirir diversas formas.

Quando foi apresentado pela primeira vez, na cerimônia de encerramento de Barcelona 1992, Izzy era chamado de Whatizit (“o que é isso”, na sonoridade em inglês) e posteriormente foi remodelado e renomeado pelas crianças de Atlanta, ganhando boca, nariz, pernas mais fortes e estrelas nos olhos. Izzy foi o nome vencedor numa lista que também tinha Kirby, Starz, Zack e Cleamer.

Syd, Olly e Millie – Sydney 2000

Os três mascotes de Sydney 2000 são exemplos típicos da fauna australiana: um ornitorrinco (Syd), uma ave kookaburra (Olly) e uma equidna (Millie), que se assemelha a um ouriço. São também referências a Sydney, Olímpico e “novo milênio” respectivamente e representam a água, o ar e a terra.

A escolha dos mascotes foi baseada numa enquete feita na Austrália e em outros países, e o objetivo do projeto era evitar que fossem escolhidos cangurus ou coalas, dois animais bastante característicos da região.

Phevos e Athena – Atenas 2004

Além de representar o prazer de jogar e os valores do olimpismo, Phevos e Athena foram idealizados como irmãos para simbolizar a união, a igualdade e a fraternidade entre homens e mulheres. Phevos usa uma túnica azul que lembra o mar e as cores do emblema das Olimpíadas, e Athena veste laranja como evocação do sol e do emblema das Paralimpíadas.

Os nomes dos mascotes vêm de dois deuses da mitologia grega. Phevos, outra referência a Apolo, é o deus da luz e da música, e Atena é a deusa da sabedoria e protetora da cidade de Atenas. A fisionomia dos mascotes se deve à inspiração na daidala, uma boneca de terracota do século VII A.C. na forma de um sino.

Beibei, Jingjing, Huanhuan, Yingying e Nini Pequim 2008

Cada mascote representa um elemento, uma cor dos anéis olímpicos, um desejo e, com exceção de Huanhuan, um animal característico da China. Beibei (azul) é um peixe, simboliza a água e seu desejo é a prosperidade; Jingjing (preto) é um panda, simboliza a floresta e seu desejo é a felicidade; Yingying (amarelo) é um antílope-tibetano, simboliza a terra e seu desejo é a saúde; Nini (verde) é uma andorinha, simboliza o céu e seu desejo é a sorte; Huanhuan (vermelho) simboliza o fogo e o espírito olímpico e transmite a paixão pelo esporte.

Agrupando os nomes dos mascotes, é formada a frase “Bem-vindo a Pequim”. E o quinteto é chamado de Fuwa (“bonecos de boa sorte”).

Wenlock – Londes 2012

Wenlock possui várias referências a Londres, à modernidade e ao esporte: a luz na cabeça é baseada naquela encontrada nos famosos táxis pretos da cidade, o formato da testa é idêntico ao da cobertura do Estádio Olímpico, o olho é a lente de uma câmera que filma tudo o que vê, as pontas na cabeça representam os três lugares do pódio e ele usa cinco pulseiras nas cores dos anéis olímpicos.

O nome Wenlock vem da cidade de Much Wenlock, que ainda sedia os Jogos de Much Wenlock, uma das fontes de inspiração do Barão Pierre de Coubertin para ter criado os Jogos Olímpicos da modernidade.

Vinicius – Rio 2016

O mascote dos Jogos Olímpicos Rio 2016 é inspirado na fauna brasileira, com influências variadas de cultura pop, elementos da animação e de personagens de videogame. Ele é uma espécie de embaixador dos Jogos e tem o papel de disseminar as mensagens do evento e os valores do movimento Olímpico para os diversos públicos, especialmente o infanto-juvenil.

A origem do mascote do Rio 2016 mistura ficção e realidade. Sua história conta que, no dia em que foi anunciado que o Rio seria a sede dos Jogos, em 2 de outubro de 2009, a alegria dos brasileiros foi sentida por toda a natureza e dessa energia nasceu o mascote, que representa a diversidade dos animais do País.

Miraitowa – Tokyo 2020

O nome de Miraitowa, o mascote azul dos Jogos Olímpicos, provém da fusão das palavras japonesas futuro e eternidade, e “procura trazer esperança aos corações das pessoas no mundo todo”, segundo detalhou a organização. O personagem, de estética futurista e inspirado no desenho animado, representam a tradição e a inovação do país asiático e serão o principal símbolo do evento.

As crianças também foram protagonistas do ato, acompanhando os mascotes frente a centenas de jornalistas e participando de um troca de presentes com eles, a fim de informar a venda oficial dos personagens. O personagem azul escolhido tem a capacidade de se deslocar de forma instantânea, enquanto a rosa pode se comunicar com vários elementos da natureza.

Como é feita a escolha das Cidades-Sede dos Jogos Olímpicos

A etapa moderna dos Jogos Olímpicos (ou seja, sua retomada, ocorrida desde 1896, na cidade de Atenas), se refere a um dos dois tipos existentes dessa competição. Os Jogos Olímpicos que costumamos acompanhar e para os quais enviamos atletas são, na verdade, os Jogos Olímpicos de Verão (embora ocorram no mês de julho, estação do inverno para os países do hemisfério sul). Há também os Jogos Olímpicos de Inverno, cuja participação brasileira ainda é bastante restrita.

Os Jogos Olímpicos de Verão ocorrem de quatro em quatro anos desde 1896. Já os Jogos de Inverno, nos moldes estabelecidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), ocorrem com o mesmo intervalo que os de Verão, porém de modo intercalado. Nesse sentido, há os Jogos de Verão, após dois anos, os Jogos de Inverno, após dois anos, os Jogos de Verão outra vez e, assim, sucessivamente.

Embora o Comitê Olímpico Internacional já tenha cogitado a possibilidade de um mesmo país sediar tanto os Jogos Olímpicos de Verão quanto os de Inverno, essa intenção foi de pouco efeito. No entanto, nas primeiras edições dos Jogos de Inverno, tinham preferência para a escolha da sede os países que sediassem os Jogos de Verão. Essa prioridade foi rompida em 1938, em razão da reforma da Carta Olímpica. A partir de então, as cidades, para cada um dos Jogos, são escolhidas de modo independente, porém, elegendo os mesmos critérios para a avaliação das cidades.

O processo para a seleção da cidade-sede se inicia com a inscrição para a candidatura das cidades perante o Comitê Olímpico Internacional. Cada cidade inscrita apresenta um documento especificando os planos a serem cumpridos, caso seja escolhida para sediar o evento. Após análise desses processos, o COI elegerá as cidades efetivamente candidatas.

A segunda fase do processo consiste em um detalhamento do plano inicial, que seguirá de observação direta “in loco” nas cidades candidatas. Após essa etapa, segue uma votação, válida apenas para membros oficiais do Comitê Olímpico Internacional, em que cada membro tem direito a um voto. Só então é que a cidade-sede é efetivamente selecionada.

América do Norte e Europa são os continentes predominantes. Ao todo, já foram realizadas 6 Olimpíadas na América do Norte (4 nos EUA – país que mais vezes sediou os Jogos), 1 no Canadá e 1 no México) e 17 na Europa (Reino Unido – 3, Grécia – 3, Alemanha e França – 2 e Bélgica, Espanha, Finlândia, Itália, Holanda, Rússia e Suécia – 1). O continente asiático recebeu três Jogos (China, Japão e Coreia do Sul, uma Olimpíada cada), se preparando para receber seu quarto, em Tóquio, 2020. A Oceania já foi sede duas vezes, ambas na Austrália. Já a América do Sul, recebe, pela primeira vez os Jogos, no Rio, em 2016.

África e América Central nunca foram sede de uma Olimpíada.

Entre as cidades-sede, apenas duas receberam os Jogos três vezes: Londres (1908, 1948, 2002) e Atenas (1896, 1906 e 2004). Outras duas cidades foram sedes olímpicas duas vezes: Paris (1900 e 1924) e Los Angeles (1932 e 1984). Tóquio se juntará a este grupo a partir de 2020 (adiado para 2021 devido a pandemia do coronavírus), visto que já sediou uma Olimpíada de Verão em 1964. As demais cidades foram sede apenas uma vez. Futuramente Paris também passará para o time que receberam 3 vezes os Jogos, em 2024.

Como curiosidade, nenhum país de maioria islâmica chegou a sediar as Olimpíadas. Istambul, na Turquia, poderia ser a primeira a realizar este feito, porém, acabou perdendo os Jogos de 2020 para Tóquio por 60 votos a 36.

Relação das cidades-sede dos Jogos Olímpicos de Verão:

  • 1896 – Atenas
  • 1900 – Paris
  • 1904 – St. Louis
  • 1908 – Londres
  • 1912 – Estocolmo
  • 1916 – Berlim
  • 1920 – Antuérpia
  • 1924 – Paris
  • 1928 – Amsterdã
  • 1932 – Los Angeles
  • 1936 – Berlim
  • 1940 – Helsinque
  • 1944 – Londres
  • 1948 – Londres
  • 1952 – Helsinque
  • 1956 – Melbourne
  • 1960 – Roma
  • 1964 – Tóquio
  • 1968 – Cidade do México
  • 1972 – Munique
  • 1976 – Montreal
  • 1980 – Moscou
  • 1984 – Los Angeles
  • 1988 – Seul
  • 1992 – Barcelona
  • 1996 – Atlanta
  • 2000 – Sydney
  • 2004 – Atenas
  • 2008 – Pequim
  • 2012 – Londres
  • 2016 – Rio de Janeiro
  • 2020 – Tóquio
  • 2024 – Paris
  • 2028 – Los Angeles
  • 2032 – Brisbane

Relação das cidades-sede dos Jogos Olímpicos de Inverno:

  • 1924 – Chamonix
  • 1928 – Moritz
  • 1932 – Lake Placid
  • 1936 – Garmisch-Partenkirchen
  • 1948 – St. Moritz
  • 1952 – Oslo
  • 1956 – Cortina d´Ampezzo
  • 1960 – Squaw Valley
  • 1964 – Innsbruck
  • 1968 – Grenoble
  • 1972 – Sapporo
  • 1976 – Innsbruck
  • 1980 – Lake Placid
  • 1984 – Sarajevo
  • 1988 – Calgary
  • 1992 – Albertville
  • 1994 – Lillehammer
  • 1998 – Nagano
  • 2002 – Salt Lake City
  • 2006 – Turim
  • 2010 – Vancouvert
  • 2014 – Sochi
  • 2018 – PyeongChang
  • 2022 – Pequim
  • 2026 – Milão-Cortina

Continue acompanhando o nosso blog e confira a terceira parte deste artigo aqui e também na nossa seção de Curiosidades.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *