Extinção: a biologia explica como morte ou desaparecimento total de diversas espécies, de causas aleatórias ou específicas. Pode vir pelo inevitável e parte normal do processo evolutivo. Mas será que evoluir significa não se adaptar às diferentes condições ambientais e a incapacidade de mudanças?
O cenário musical está sempre em processo de transformação, mas o que deveria entender-se como positivo e oportuno, há menos experiências e vivências e mais comportamentos alienados à inovação e genuinidade. O Music Branding está aí, visto como tendência, tornando-se possível associar sons, músicas, e intérpretes à uma determinada marca, conferindo identidade sonora única e individualizando-a perante o público consumidor. É um grande exponente capaz de controlar a música no mercado; solução em tempos de tantos fenômenos.
Mas será que este tem sido potencializado corretamente? Abaixo listamos o que NÃO deve ser feito, confira!
A música tem um poder incrível sobre o cérebro e o humor das pessoas. Ela pode relaxar, alegrar, entristecer e até mesmo irritar! Usá-la no marketing é uma técnica conhecida como Music Branding. E é um ótimo método para melhorar a imagem da marca e aumentar as vendas — desde que sejam evitados os erros de Music Branding que muitas empresas cometem sem perceber.
Sensorialmente, o consumidor cria um vínculo entre o que ele ouve e sua marca e, quanto mais positiva for essa sensação, melhor para sua imagem e para as vendas. Da mesma forma, se a estratégia não for aplicada corretamente, os resultados podem ser negativos.
É importante reconhecer que esse não é um caminho que termina apenas de duas formas, dando certo ou não acontecendo nada. Caso a trilha sonora do ambiente não seja bem elaborada, podemos até perder clientes ou vendas! Portanto, o modo como a técnica é conduzida é essencial.

Não ser desesperado
Há uma incansável ansiedade em expor os sons e tudo o que está a nossa volta. A impressão de que a cada segundo nasce um novo artista no país, assusta!
Ter atributos descritivos verbais e bons símbolos que tornam-se marcadas por gerações é primordial na construção e definição das nossas marcas, por isso, tenhamos calma! Antes que o público ouça a música, ouçamos cada compasso, letra composta. Devemos nos surpreender primeiro com o som. Ele tem a capacidade incrível de impactar e irradiar nossas ideias. Ouçamos mais, toque menos.
Fazer escolhas baseadas em gosto pessoal
Não há consenso quando se trata de gosto pessoal. O dono do negócio, o gerente, os funcionários e os clientes podem ter (e provavelmente têm) afinidades musicais bem diferentes uns dos outros. O Music Branding não diz respeito ao indivíduo e sim a marca, até porque seria impossível agradar a todos.
Por mais que acreditemos na qualidade do nosso gosto musical, o foco deve ser sempre o cliente e a marca na hora de escolher a trilha sonora da loja. Conhecer o público é a melhor maneira de se aproximar do estilo musical que vai agradá-lo e fazer com que ele tenha uma experiência positiva.
Não ser nostálgico
Marcelo Castello Branco, CEO na MCB Entertainment, um dos principais executivos da indústria musical e entretenimento, em uma matéria para a revista Billboard, diz que este comportamento nostálgico pode nos levar a uma resignada inércia e à cegueira, nos deixando ilusoriamente blindados a memórias que não irão se repetir, e se por ventura acontecer, irão se reciclar enganosamente.
Um comportamento que nos torna defensivos e ofendidos pelo novo. “Vamos provocar o novo, vomitar o novo, Dar um ‘abraçaço’ no novo. Vamos deixar de ser reféns de quem merecidamente já é alguém”. – ele diz. A memória é válida para referências, não para “criações copiadas”. Não vivamos em um ambiente só de músicas antológicas empoeiradas. O tempo é importante, mas saibamos usá-lo.
Fazer escolhas aleatórias
Já entendemos que não podemos considerar o nosso gosto pessoal para definir as músicas que vão tocar na loja e sim que precisa analisar o público e a própria marca. Ainda assim, não pensemos que é só estabelecer um gênero musical e apertar o botão de “aleatório”. Sabendo os estilos que mais agradam ao público, é preciso planejarmos o objetivo da trilha musical de acordo com o plano de marketing.
Queremos que o cliente faça compras rápidas, por impulso, ou que permaneça mais tempo na loja? Quais sensações desejamos despertar? Algumas opções parecem óbvias, mas devem ser pensadas com cuidado. Imaginemos a música infantil constante em lojas de brinquedos. Talvez seja uma boa ideia para estimular as crianças, só que quem faz as compras de fato são os adultos. Podemos até atrai, mas não retém o consumidor.

Não ser rígido
Existe muito descaso e acomodação ao criar. Talvez por um orgulho de querer imprimir algo original, ou melhor, só nosso. Mas é equivocado pensar que o que é nosso não pode ser compartilhado. Se desprender pode gerar mais transparência, e assim, atrair mais ouvintes; um envolvimento capaz de libertar mentes, refletindo em boas posturas e influencias.
Você produtor e gestor, precisa expor o seu “know-how”; renovar e inovar. Não é satisfatório ver uma plateia vazia, é? Que haja generosidade em preços de ingressos, repertórios que envolvam e mais voluntariado em ser simples e objetivo.
Concluímos falando sobre uma virtude chamada “modéstia”. Ela é a consciência dos limites humanos e também das próprias virtudes. Ela as torna discretas, impedindo que se transformem em moralismo. É uma forma de autoconhecimento e está constantemente sussurrando em nossos ouvidos: não somos deuses e podemos errar mesmo quando estamos certos. “A honestidade lúcida, impiedosa e sem ilusões é uma contínua lição de modéstia, assim como a modéstia é um eterno auxílio à honesta avaliação de si mesmo”. – Vladimir Jankelévitch.
Deixar o volume muito alto ou muito baixo
O volume faz muita diferença para o cliente e para todo o clima que estamos tentando constituir. Música muito alta pode causar desconforto e fazer com que ele saia rápido demais da loja, além de comprometer bastante o atendimento ao cliente, já que a equipe de vendas terá que disputar o volume da voz com a música e pode acabar gritando.
Por outro lado, uma música muito baixa vai passar despercebida e não vai gerar as sensações esperadas, sendo um dos erros de Music Branding mais comuns. Ela pode até mesmo causar incômodos, pois as pessoas talvez reconheçam que algo está tocando e se esforcem para tentar identificar o som.
Outra questão a ser ressaltada é de que não há uma única definição de volume possível. Na verdade, o ideal é que ele seja alterado conforme o horário e as situações do dia a dia. Se, por exemplo, no período da tarde o movimento aumenta, a música precisará ficar um pouco mais alta, mas não continuar assim quando o ambiente ficar silencioso novamente.
Usar aparelhos de som de baixa qualidade
Um aparelho que soe como uma caixa de abelhas certamente não fará com que o cliente assimile a qualidade dos produtos. Todos os esforços na escolha da programação musical serão em vão se o público não associá-la com uma boa experiência.
Portanto, devemos investir em um bom equipamento de som, que transmita um som limpo, sem ruídos e que favoreça a dispersão da música por toda a loja. Não façamos com que os clientes fiquem “presos” em um corredor se quiserem continuar ouvindo: a programação deve ser escutada com a mesma qualidade em qualquer ponto do ambiente.
Não proporcionar experiências condizentes com a playlist
Por falar em experiência do cliente, um dos erros de Music Branding é esquecer que ela é apenas uma dentre diversas técnicas a serem aplicadas no ponto de venda. A música pode fazer com que o consumidor fique mais tempo na loja, pegue um produto por impulso, se sinta bem, entre outras possibilidades, mas a venda não será concretizada sem uma experiência positiva completa, também conhecida como customer experience.
Devemos garanti que outros fatores do estabelecimento estejam funcionando bem, como o atendimento prestado pelos funcionários, a iluminação, a organização, a limpeza, a disposição dos produtos etc. Se a loja estiver pecando muito em outras circunstâncias, não há música que salve a vontade de comprar do cliente.

Manter a playlist desatualizada
Alguns públicos permitem que sejam utilizadas músicas populares, mas isso não quer dizer que vale a pena continuar tocando “Despacito” por um ano. As pessoas se cansam de algumas canções e tem como instinto natural se afastar delas. O ideal é atualizarmos periodicamente a playlist com as novidades que vão surgindo no mercado musical, sempre atentos ao gosto já identificado no cliente e que melhor funciona para o negócio. Também vale a pena ficarmos atento ao regionalismo musical.
Manter a playlist curta demais
Mesmo as melhores músicas podem se tornar chatas se o cliente decide passar mais tempo na loja e a programação musical começa a repetir incansavelmente. Como a ideia é criar identificação por meio de uma experiência agradável, a loja não precisa, necessariamente, se apegar a apenas algumas músicas.
Além do mais, se o consumidor pode se irritar com as repetições, imagine a equipe, que está lá todos os dias? O melhor a se fazer é identificarmos quais são os gêneros musicais que mais agradam o público-alvo e criarmos uma boa playlist com os principais hits do momento.
Não escutar a equipe de vendas
Não podemos deixar de falar sobre os profissionais que atuam na loja diariamente. Na hora de elaborar a trilha sonora, eles devem ser levados em consideração, também. Se você tem uma equipe condizente com as propostas e campanhas da empresa, isso não deve ser um problema.
Ouçamos e entendamos o que eles gostam e não gostam de ouvir. Sem contar as repetições (que já definimos que ninguém gosta), o que mais pode ser feito para melhorar a experiência deles no ambiente de trabalho? O que eles acham que pode ser feito sem que se perca a essência do Music Branding?
É extremamente importante que eles estejam sempre motivados e entusiasmados!
Não pedir feedback do público
Há diferentes formas de monitorar a estratégia e garantir que ela está funcionando. As principais sempre envolvem receber feedback de quem mais importa: os clientes. Para isso, não precisamos ir até pessoas aleatórias e fazer perguntas (até porque não é uma boa ideia atrapalhá-las durante as compras), mas podemos disponibilizar locais de pesquisa na loja e/ou nas redes sociais, por exemplo.
Aqui também é válido escutar, mais uma vez, o que tem a dizer a equipe, que lida com o público o tempo inteiro. Eles podem ter ouvido reclamações ou elogios e suas falas serão de grande ajuda para aprimorar a programação futuramente.
Esquecer dos valores sensoriais da marca
A programação musical é um exemplo claro de marketing sensorial a partir da audição. Dependendo do mercado em que a empresa está inserida, há muitas maneiras de usar esse e outros sentidos humanos para atrair e encantar clientes. Um dos erros de Music Branding e de outros usos do marketing sensorial é deixar de lado a potencialidade da marca.
Exemplificando, vamos supor que tenhamos uma loja de doces. Podemos explorar os produtos com difusores de aromas adocicados, degustações gratuitas e músicas que combinem com o tom das vendas. Os doces são populares ou mais sofisticados, como chocolates importados? Identifiquemos como usar os valores sensoriais dos produtos e todos sairão ganhando.

A melhor maneira de evitar erros de Music Branding
Bem, deu para perceber que há muitas maneiras de se equivocar, mas você não precisa se assustar. É justamente para garantir o sucesso dessa forma de marketing que existem profissionais especializados na análise de marca, curadoria de músicas, programação e tudo o que envolve o Music Branding.
Por isso, a melhor maneira de evitar estes erros de Music Branding e garantir resultados satisfatórios é através de uma equipe capacitada para tal.
Nem precisa procurar: a Rádio Esfera faz tudo para você. Contamos com um player único no mercado, dotado de uma IA que funciona como um DJ virtual, onde é mantida o ritmo e a cadencia das músicas, sem correr o risco da aleatoriedade, e preferências pessoais. Nossas playlists são atualizadas mensalmente, além de serem compostas com um volume bem grande de opções, o que garante a qualidade e impede o risco de músicas antigas e repetições. Além disso você também pode inserir mensagens comerciais para o seu público ou motivacionais para a sua equipe.
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